A Adipec, feira e conferência internacional de energia realizada em Abu Dhabi, abriu em 2 de novembro com números que ajudam a medir o apetite do setor por encontros presenciais. São 2.260 empresas expositoras, recorde do evento, em 16 pavilhões totalmente ocupados, segundo a TradeArabia.
A edição vai até 5 de novembro no ADNEC Centre Abu Dhabi e espera mais de 239 mil participantes de mais de 170 países, além de mais de 1.800 palestrantes e mais de 40 ministros.
Espaço esgotado
A demanda por área foi tão alta que a cerimônia de abertura mudou de endereço. Ela foi transferida para o Abu Dhabi Energy Centre, liberando espaço para a exposição. "Este ano, a Adipec recebe um recorde de 2.260 empresas expositoras, com o local de exposição totalmente vendido e estruturas adicionais construídas para atender à demanda", disse Christopher Hudson, presidente da dmg events, organizadora da feira.
Hudson também destacou o valor do encontro físico: "A Adipec vai além da escala. Ela reflete a importância que o setor dá a se encontrar pessoalmente". Realizada sob o patrocínio do presidente dos Emirados Árabes Unidos e com a Adnoc como anfitriã, a feira reúne 30 pavilhões de países e 54 petroleiras e empresas de energia nacionais e internacionais. Entre os expositores estão bp, TotalEnergies, Eni, Oxy, ExxonMobil, Chevron, NNPC e INPEX, além de empresas de tecnologia como Siemens, IBM e Microsoft.
A Ásia em destaque
A participação asiática é a maior da história do evento: 353 empresas e seis pavilhões nacionais, de China, Índia, Japão, Malásia, Singapura e Coreia do Sul. O dado reforça o peso crescente da região no comércio de energia e de equipamentos para o setor.
Zonas temáticas e conferência robusta
A exposição foi dividida em quatro zonas: Inteligência Artificial, Digitalização, Baixo Carbono e Químicos, e Marítimo e Logística. A zona de IA tem coanfitrião próprio, a AIQ. Na parte de conteúdo, são 13 programas de conferência e mais de 380 sessões, incluindo seis novos programas da conferência estratégica e a conferência técnica.
A divisão por zonas mostra como uma feira de um setor tradicional organiza o pavilhão a partir dos temas que hoje definem investimento, como transição energética, digitalização e logística.
O que isso muda para o mercado brasileiro
- Expositores e exportadores: fornecedores brasileiros de energia, serviços e tecnologia que pensam em feiras no exterior devem considerar que eventos desse porte esgotam espaço com antecedência, o que exige planejamento de um ano para o outro.
- Organizadores: a decisão de tirar a cerimônia de abertura do pavilhão para ganhar área vendável mostra como cada metro quadrado entra na conta quando a demanda supera a oferta.
- Feiras brasileiras do setor: as zonas temáticas de IA, baixo carbono e logística são um modelo de curadoria que ajuda o visitante a navegar por uma exposição grande e aproxima o evento das pautas de investimento.
- Montadoras de estandes e fornecedores de estrutura: a construção de estruturas adicionais para acomodar a demanda indica oportunidades em feiras que crescem além da capacidade do local.
Para a Agenda de Feiras, a Adipec 2026 é mais um sinal de que, em setores de grandes contratos, a feira presencial segue sendo o lugar onde governos, compradores e fornecedores se encontram.
Fonte: TradeArabia, publicado em 02/11/2026. Texto produzido pela redação da Agenda de Feiras a partir da reportagem original.