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App de evento gratuito promete leads com contexto para o expositor
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App de evento gratuito promete leads com contexto para o expositor

Para o expositor, a lista de crachás lidos no fim da feira costuma dizer pouco: um nome, um cargo, um e-mail. A captação de leads em feiras começa a ganhar uma camada a mais de informação com aplicativos que registram o que o visitante fez antes e durante o evento, e um lançamento recente no Reino Unido mostra para onde isso vai.

Segundo o Event Industry News, em conteúdo patrocinado, a All In The Loop lançou o AITL Connect, plataforma de aplicativo para eventos que o organizador pode montar sozinho, sem precisar agendar demonstração com a equipe de vendas. Há um plano gratuito para eventos de até 150 usuários, além de opções pagas por evento ou anuais.

Do crachá lido ao lead com contexto

A empresa diz que a plataforma não substitui o sistema de inscrição: ela cuida da experiência durante o evento, com programação, networking, reuniões, recomendações por IA e leitura de leads para expositores. A proposta para o expositor é juntar a leitura do crachá a sinais de engajamento, como:

  • visualizações do perfil da empresa no aplicativo;
  • marcações de favorito;
  • pedidos de reunião;
  • atividade nas sessões de conteúdo.

Um assistente de IA da plataforma ajuda a resumir conversas, priorizar oportunidades e apoiar o contato posterior. A ideia, nas palavras da empresa, é que todo lead venha acompanhado de um motivo.

A All In The Loop também desenvolve suporte ao Model Context Protocol (MCP), para que assistentes de IA compatíveis possam consultar e atualizar dados aprovados do evento. O primeiro uso previsto é montar e atualizar perfis de patrocinadores e expositores sem que o organizador precise copiar informações manualmente.

Captação de leads em feiras: o que o expositor pode exigir

O anúncio é de um fornecedor e foi publicado como conteúdo patrocinado, então os resultados prometidos ainda precisam ser comprovados. Mas a direção é clara e interessa a quem investe em estande: o valor de uma feira para o expositor depende cada vez mais da qualidade dos dados que ele leva para casa, e não só da quantidade de contatos.

Um visitante que viu o perfil da empresa no aplicativo, marcou como favorito e pediu reunião está num estágio diferente de quem apenas passou pelo estande e teve o crachá lido para ganhar um brinde. Tratar os dois da mesma forma no pós-feira é desperdício de tempo da equipe comercial.

O que isso muda para o mercado brasileiro

O expositor brasileiro pode, e deve, perguntar ao organizador que dados vai receber além da lista de leitura de crachás. Algumas perguntas para a próxima negociação de espaço:

  • Dados de engajamento: o aplicativo ou a plataforma da feira registra visualizações de perfil, favoritos e pedidos de reunião? Esses dados chegam ao expositor?
  • Formato e prazo: em que formato os leads são entregues e em quanto tempo depois da feira? Dá para importar direto no CRM?
  • Consentimento: o visitante autorizou o compartilhamento dos dados com o expositor, como prevê a LGPD?
  • Reuniões pré-agendadas: existe ferramenta para o visitante marcar conversa com o expositor antes do evento?

Para o organizador, a lição é complementar: oferecer dados mais ricos ao expositor é um argumento forte de renovação. Feira que mostra ao cliente quem demonstrou interesse real, e não só quem passou pelo corredor, tem mais facilidade para justificar o investimento no estande da próxima edição.

Fonte: Event Industry News, publicado em 01/10/2026. Texto produzido pela redação da Agenda de Feiras a partir da reportagem original.

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