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Inscrição de eventos ganha conexão direta com assistentes de IA
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Inscrição de eventos ganha conexão direta com assistentes de IA

Montar um formulário de inscrição, conferir quantos ingressos foram vendidos ou puxar a lista de quem fez check-in são tarefas que costumam exigir vários cliques dentro do sistema de eventos. A RSVPify, plataforma de inscrição e ingressos com sede em Chicago, quer que boa parte disso seja feita por comando em linguagem natural, inclusive de fora do próprio sistema, por meio do MCP para eventos.

Segundo comunicado da empresa publicado pela PR Newswire, a RSVPify lançou dois recursos de inteligência artificial: o RSVPify MCP, um conector que liga a plataforma à ferramenta de IA que o cliente já usa, e o Cue, um assistente embutido no próprio sistema.

O que cada recurso faz

O Cue funciona dentro da plataforma. A partir das informações do evento e das preferências de layout, ele monta rascunhos de fluxos de inscrição e páginas de apresentação, aproveitando o histórico de eventos anteriores e a identidade visual da marca. Também responde a perguntas sobre os dados coletados (vendas, presença, respostas dos convidados, check-in, doações) e resume receita e público no pós-evento para o cálculo de retorno.

O RSVPify MCP faz o caminho inverso: em vez de o organizador entrar no sistema, ele pergunta ou pede alterações direto no assistente de IA externo que já usa no dia a dia. A empresa informa que o conector está disponível por configuração personalizada e deve entrar no marketplace de conectores da Anthropic ainda neste outono do hemisfério norte.

Um detalhe importante: os dois recursos são exclusivos do plano Enterprise. Na leitura do fundador e presidente do conselho, Ari Driessen, o software de eventos vai passar a ser "falado, não clicado".

Por que o MCP para eventos merece atenção

MCP é a sigla de Model Context Protocol, um padrão aberto para conectar assistentes de IA a sistemas e bases de dados externos. Quando uma plataforma de inscrição oferece um conector desse tipo, o organizador passa a consultar e mexer nos dados do evento a partir de uma interface de conversa, sem depender só do painel do fornecedor.

Isso tem vantagens claras: relatórios sob demanda, cruzamento de dados com outras ferramentas e menos tempo gasto procurando o botão certo. Mas também abre perguntas de controle. Se um assistente externo pode editar o evento, quem autorizou a alteração? Fica registro? Dá para limitar o conector à leitura?

O que isso muda para o mercado brasileiro

Para quem organiza feiras e congressos no Brasil, o anúncio serve menos como indicação de produto e mais como sinal do que começa a entrar nas conversas com fornecedores de inscrição e credenciamento, aqui e lá fora. Antes de assinar o próximo contrato, vale incluir na lista de perguntas:

  • Integração com IA: a plataforma oferece conector MCP ou API aberta? Em qual plano? Recursos assim costumam ficar nos pacotes mais caros, como no caso da RSVPify.
  • Permissões: é possível dar acesso só de leitura ao assistente? Há registro de quem alterou o quê e quando?
  • Dados pessoais: para onde vão os dados dos inscritos quando consultados por uma ferramenta de IA de terceiros? O contrato prevê isso à luz da LGPD?
  • Idioma: o assistente entende bem comandos em português e lida com os campos típicos de inscrição no Brasil, como CPF e CNPJ?

Nada disso exige adotar IA amanhã. A ideia é que o organizador não fique preso a um sistema fechado quando a equipe decidir usar assistentes no dia a dia, o que tende a acontecer cedo ou tarde.

Fonte: PR Newswire (RSVPify), publicado em 15/09/2026. Texto produzido pela redação da Agenda de Feiras a partir da reportagem original.

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