O MWC Barcelona, que a GSMA apresenta como o maior evento de conectividade do mundo, está abrindo espaço para setores que vão muito além das operadoras de telefonia. A organizadora confirmou as datas do MWC 2027 e anunciou três áreas novas, dedicadas a automotivo, saúde e aviação.
Segundo o comunicado oficial da GSMA, publicado em 1º de outubro, o MWC27 acontece de 1º a 4 de março de 2027, na Fira Gran Via, em Barcelona. Entre os novos expositores já confirmados estão AWS, ElevenLabs e HP Inc. Agibot, KDDI, Nokia e Unitree voltam com estandes ampliados.
Três setores com espaço próprio
As novas áreas vão reunir casos de uso reais ao lado de inovações de fronteira em automotivo, saúde e aviação, com destaque para a conectividade inteligente que viabiliza essas transformações. A ideia, segundo a GSMA, é criar um ponto de encontro para líderes desses setores, parceiros do ecossistema e a comunidade de conectividade debaterem e fazerem negócios.
A feira também terá vitrines de tecnologia dedicadas a IA de fronteira, robótica e conectividade por satélite. Voltam a área New Frontiers, no pavilhão 6, o evento de startups 4YFN, o Talent Arena, realizado em paralelo na Fira de Barcelona Montjuïc, o Sports Tomorrow Congress e o programa ministerial da GSMA, que reúne autoridades de políticas digitais.
A programação de conteúdo vai girar em torno de temas como:
- redes que deixam de ser infraestrutura de fundo e viram fonte de vantagem competitiva;
- IA na prática, com o que é preciso para sair do piloto e chegar à produção em escala;
- empresas autônomas, com IA agêntica e automação inteligente;
- confiança, segurança e soberania no ambiente digital.
Sianne Ryder, CEO de eventos e serviços da GSMA, convidou empresas que ainda não reservaram estande ou não se candidataram como palestrantes a fazê-lo agora.
MWC 2027 e a abertura para outros setores
O movimento do MWC segue uma tendência das grandes feiras de tecnologia: criar áreas setoriais para atrair compradores e expositores que não se identificariam com uma feira de telecomunicações tradicional. Um fabricante de equipamentos médicos ou uma empresa de mobilidade pode não se ver como expositor de uma feira de conectividade, mas passa a ter motivo para ir quando existe uma área pensada para o seu setor.
Para a organizadora, é uma forma de ampliar a base de clientes. Para o expositor, é a chance de estar num evento de grande porte com uma vizinhança mais relevante para o seu negócio.
O que isso muda para o mercado brasileiro
O comunicado não menciona o Brasil. Para empresas brasileiras de saúde digital, mobilidade, telemetria e tecnologia para aviação, as novas áreas podem ser uma porta de entrada mais segmentada para um evento global. Alguns pontos para avaliar:
- Área certa: uma área temática dedicada costuma atrair visitantes com interesse específico, o que pode render conversas mais qualificadas que um estande avulso no meio de um pavilhão generalista.
- Startups: o 4YFN, evento de startups do MWC, é uma alternativa para empresas em estágio inicial que querem visibilidade internacional com investimento menor.
- Prazo: com a feira no início de março, a reserva de espaço, a candidatura para palestras e a logística precisam ser resolvidas com bastante antecedência.
- Participação coletiva: entidades setoriais e programas de promoção de exportações podem viabilizar a presença em formato conjunto.
- Para organizadores brasileiros: a estratégia de criar áreas setoriais dentro de uma feira grande é replicável e ajuda a atrair públicos novos sem criar um evento do zero.
Para quem vai apenas visitar, as novas áreas facilitam o roteiro: em vez de percorrer pavilhões inteiros, o profissional de saúde ou de mobilidade pode concentrar a agenda nos espaços do seu setor.
Fonte: MWC Barcelona (comunicado oficial da GSMA), publicado em 01/10/2026. Texto produzido pela redação da Agenda de Feiras a partir da reportagem original.