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CES 2027 leva palestra da Lenovo para a Sphere, em Las Vegas
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CES 2027 leva palestra da Lenovo para a Sphere, em Las Vegas

A palestra de abertura de uma grande feira deixou de ser apenas um executivo no palco com slides atrás. Na CES 2027, a Lenovo vai levar sua apresentação para a Sphere, a arena esférica de Las Vegas conhecida pelas imagens e pelo som imersivos, num exemplo de como a palestra imersiva em eventos está virando espetáculo.

Segundo o comunicado oficial da CTA, organizadora da CES, publicado em 7 de outubro, a Lenovo vai realizar o Tech World @ CES em 6 de janeiro de 2027, às 17h no horário do Pacífico, com o presidente do conselho e CEO, Yuanqing Yang, no palco ao lado de outros líderes de IA. A CES 2027 acontece de 6 a 9 de janeiro.

O que está previsto

De acordo com a CTA, a apresentação vai combinar visuais e áudio imersivos para mostrar a estratégia de IA híbrida da empresa, em que IA pessoal, corporativa e pública trabalham juntas em dispositivos, infraestrutura, software e serviços. Yang resumiu a visão da empresa com a ideia de que o futuro não é IA ou humano, e sim os dois juntos.

A presidente e CEO da CTA, Kinsey Fabrizio, se referiu ao evento como um retorno à Sphere e disse esperar uma combinação de tecnologia e música nunca vista numa palestra da CES. A experiência vai além do palco: startups do ecossistema de IA da Lenovo estarão no átrio da arena. A entrada será restrita a participantes credenciados da CES, e detalhes de ingressos, logística e palestrantes ainda serão divulgados.

Palestra imersiva em eventos: por que importa

O movimento mostra uma tendência que vai além da CES. Grandes marcas querem que suas apresentações sejam lembradas e compartilhadas, e não só assistidas. Para isso, investem em locais e tecnologias que transformam a palestra numa experiência sensorial, com projeção envolvente, som espacial e roteiro que mistura conteúdo e entretenimento.

Há também uma lógica de calendário: ao levar a palestra para um local próprio, com hora marcada e experiência exclusiva, a marca cria um evento dentro do evento, com mais controle sobre a narrativa.

O outro lado é o custo e a complexidade. Produções desse tipo exigem meses de preparação, equipes técnicas especializadas e conteúdo criado sob medida para o formato. E o risco de a forma se sobrepor à mensagem é real.

O que isso muda para o mercado brasileiro

Poucos eventos no mundo terão uma Sphere à disposição, mas a lógica da experiência imersiva chega em escala menor a lançamentos de produto, convenções de vendas e palestras de abertura de feiras e congressos. Para produtoras, empresas de audiovisual e cenografia brasileiras, isso abre oportunidades:

  • Projeção e som envolventes: mapeamento de projeção, telas de LED curvas e áudio espacial podem transformar auditórios comuns em ambientes imersivos.
  • Conteúdo sob medida: a tecnologia só funciona com conteúdo criado para ela. Roteiristas, diretores de arte e animadores com experiência em formatos imersivos tendem a ser mais procurados.
  • Escala proporcional: nem todo cliente precisa de um espetáculo. Oferecer versões em escalas diferentes, de um palco de feira a uma convenção, amplia o mercado.
  • Mensagem primeiro: a experiência deve servir à mensagem do cliente. Propostas que partem do objetivo da apresentação, e não da tecnologia, convencem mais.
  • Experiência estendida: como a Lenovo fez com as startups no átrio, a palestra pode ser o centro de uma experiência maior, com demonstrações e networking antes e depois.

Para organizadores de feiras, o recado é que a palestra de abertura pode ser um atrativo por si só. Investir na produção do principal momento de conteúdo da feira ajuda a gerar repercussão e a atrair público qualificado.

Fonte: CES (comunicado oficial da CTA), publicado em 07/10/2026. Texto produzido pela redação da Agenda de Feiras a partir da reportagem original.

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